
O Studio InGRID surgiu em julho de 2023 como um escritório disruptivo que transcende o convencional: mais do que projetar espaços físicos, o estúdio hackeia sistemas urbanos e digitais, criando ambientes que codificam luz, dados e materiais em experiências vivas e evolutivas.
O desafio era traduzir essa essência revolucionária e tecnológica em uma identidade visual que não apenas representasse, mas performasse o conceito do estúdio: um sistema programável que se adapta, evoluciona e provoca.
O problema: marcas de arquitetura frequentemente caem na mesmice visual — paletas neutras previsíveis, tipografias sem personalidade, identidades que não ousam. Para um estúdio que se posiciona como uma fusão entre arquitetura, tecnologia e experimentação, uma identidade genérica seria a antítese do propósito.
A oportunidade: criar um sistema de identidade visual tão inovador quanto os projetos que o estúdio desenvolve. Uma marca que não apenas parece disruptiva, mas que funciona como um algoritmo visual — modular, escalável, impactante e, acima de tudo, viva.

Para materializar a identidade disruptiva do Studio InGRID, desenvolvi uma solução visual completa que abrange três entregas fundamentais: um sistema de identidade visual modular e escalável, pensado para performar como código — adaptável, vivo e provocativo; um website institucional interativo e responsivo, que traduz a estética hacker e tecnológica do estúdio em experiência digital imersiva; e um manual de identidade visual, documentando toda a arquitetura de marca, paleta, tipografia, elementos gráficos e diretrizes de aplicação. Com o escopo definido, o próximo passo foi desenhar o conceito que sustentaria essa construção revolucionária.
A identidade do Studio InGRID precisava traduzir visualmente um posicionamento ousado: arquitetura como código, espaço como algoritmo vivo. Não bastava criar uma marca “bonita” — era preciso que ela performasse o conceito de disrupção, tecnologia e experimentação que define o estúdio.
O conceito central nasceu da fusão entre grid estrutural (a base matemática da arquitetura) e código digital (a linguagem da tecnologia). O próprio nome “InGRID” carrega essa dualidade: IN (interno, imerso, integrado) + GRID (malha, estrutura, sistema). A identidade visual deveria ser, portanto, um sistema programável — modular, escalável, capaz de se adaptar e evoluir conforme o contexto.
Visualmente, isso se traduziu em uma estética pós-industrial e tecnológica: tipografia monoespaçada que remete a terminais de código, paleta cromática vibrante que evoca interfaces digitais e circuitos eletrônicos, e um grid rigoroso que estrutura cada aplicação como se fosse um script sendo executado. As padronagens procedurais, inspiradas em algoritmos e mapas de circuito, reforçam a ideia de que o estúdio projeta algo para além espaços estáticos: projeta sistemas vivos.
O tom de voz acompanha essa provocação: direto, sem floreios, quase emulando um manifesto. Frases curtas e impactantes que desafiam o status quo da arquitetura convencional. “Beta permanente” não é apenas um slogan — é a filosofia que permeia cada decisão visual, cada escolha de design. A marca não está “pronta” porque os projetos do InGRID também nunca estão: eles evoluem, se atualizam, respondem aos dados.
Esse conceito guiou cada etapa do processo criativo: da escolha tipográfica às animações do site, do sistema de cores aos nomes de projeto em formato de código. Tudo foi pensado para que a identidade não apenas representasse o estúdio, mas performasse sua essência disruptiva.

O projeto começou com uma brincadeira que se tornou conceito: InGRID. O nome nasceu da fusão criativa entre “Ingrid” (nome da fundadora) e “grid” (malha estrutural da arquitetura e do design digital). Essa sacada inicial já sinalizava o caminho que o projeto tomaria: disruptivo, tecnológico e conceitualmente provocador.
A imersão foi profunda. Mergulhei no universo do escritório para entender não apenas o que eles faziam, mas o que queriam transparecer com essa manifestação digital. Apesar de já atuarem no ramo, havia uma lacuna: estabelecer a ponte entre o trabalho que produzem e os clientes que desejam alcançar — inclusive abrindo espaço para um público mais mainstream, sem perder a essência experimental.
A estratégia de execução foi clara: primeiro, construir a identidade visual completa. Desenvolvemos todo o manual de marca, definindo logotipo, paleta cromática, tipografia, elementos gráficos e diretrizes de aplicação. Só depois dessa fundação sólida partimos para o desenvolvimento do website — garantindo que a interface digital fosse uma extensão coerente e impactante da identidade criada.
Do ponto de vista técnico, utilizei Elementor Pro + WordPress como base de desenvolvimento, combinado com plugins de otimização para garantir performance mesmo com uma estética carregada de efeitos. Escrevi códigos JavaScript customizados para criar animações e interações específicas que fugiam das limitações dos widgets nativos. Em alguns momentos, foi necessário entrar em PHP para ajustes mais profundos na estrutura do tema.
Para agilizar o processo criativo, recorri a algumas ferramentas de IA para gerar ícones rapidamente (já sabíamos o que queríamos, a IA apenas materializou com eficiência), e também para auxiliar na construção da copy, ajudando a interpretar e traduzir em palavras a visão do escritório. As imagens dos projetos, ainda que fictícios, passaram por uma curadoria criteriosa: geramos várias opções com inteligência artificial e selecionamos apenas as que realmente dialogavam com a proposta disruptiva do InGRID.
Os desafios foram tanto técnicos quanto conceituais. Tecnicamente, precisei descobrir quais códigos construir para efeitos específicos, entender os limites do WordPress e do Elementor, e encontrar soluções criativas dentro dessas restrições. Conceitualmente, o maior desafio foi materializar visualmente a sensação de um escritório de arquitetura que foge do comum. Enquanto o mercado segue a cartilha do bege, do branco, do “comportadinho corporativo”, aqui precisávamos criar algo ousado, tecnológico, quase rebelde — uma estética que dialogasse com o universo nerd da programação, com a cultura hacker, com a disrupção digital, mas que ainda vendesse arquitetura de alto nível.
O resultado foi um site que não apenas apresenta um escritório de arquitetura, mas que performa a identidade disruptiva que o InGRID representa.
O projeto entregou ao Studio InGRID uma identidade visual que representa e performa sua essência disruptiva. O website se consolidou como uma plataforma imersiva e tecnológica, a identidade modular permite expansão consistente em diferentes contextos, e o manual documenta todo o sistema para aplicações futuras. O resultado final é um ecossistema de marca completo que prova que arquitetura e tecnologia não apenas conversam — elas se fundem.
O projeto InGRID foi um dos mais desafiadores e prazerosos que desenvolvi até hoje. Não apenas pela complexidade técnica, mas pela oportunidade de romper com padrões visuais saturados no mercado de arquitetura. Enquanto a maioria dos escritórios segue a cartilha do minimalismo genérico e das paletas neutras previsíveis, aqui tivemos liberdade para ousar, experimentar e criar algo verdadeiramente disruptivo.
Aprendi que identidade visual forte não é sobre seguir tendências, mas sobre performar conceitos. Cada decisão — da tipografia monoespaçada aos gradientes tecnológicos, dos nomes de projeto em código à estética hacker — foi pensada para reforçar o posicionamento do estúdio. Não é decoração; é estratégia visual. O tom de voz provocativo e direto, aliado à estética pós-industrial, estabeleceu uma comunicação autêntica com o público-alvo: clientes que buscam inovação, experimentação e uma arquitetura que dialoga com tecnologia, dados e arte digital.
O sistema de nomenclatura dos projetos e o conceito de “beta permanente” vão para além de recursos estéticos: consistem em elementos que reforçam a filosofia do escritório e criam uma linguagem própria que diferencia o InGRID no mercado. Essa coerência conceitual transpira em cada aplicação da marca, do website às futuras materializações físicas.
Do ponto de vista técnico, o projeto me desafiou a expandir minhas habilidades em JavaScript, a explorar os limites do Elementor Pro e a integrar ferramentas de IA de forma crítica e produtiva — não como substituição da criatividade, mas como aceleração do processo criativo. Descobri que é possível utilizar inteligência artificial sem perder autoria, desde que ela seja ferramenta, não protagonista.
Mas o maior aprendizado foi entender que o digital é um espaço vivo. Assim como os projetos do InGRID estão em “beta permanente”, identidades visuais também podem (e devem) ser pensadas como sistemas evolutivos. Criar marcas não é mais sobre entregar um “produto final fechado” — é sobre construir infraestruturas visuais adaptáveis, capazes de crescer e se transformar junto com os negócios que representam.
Esse projeto reforçou minha convicção de que o design deve provocar, questionar e, acima de tudo, ter propósito. E que, sim, é possível vender arquitetura sem cair na mesmice visual. O InGRID é a prova de que quando conceito, estética e estratégia se alinham, o resultado transcende o esperado.

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