
Muitas clínicas veterinárias chegam ao digital com boas marcas, mas com sites caóticos. A informação está lá, mas o cliente não a encontra. O desafio neste projeto experimental não foi criar uma marca do zero, mas sim pegar uma identidade visual existente (cores, tipografia) e construir uma “casa” digital que funcionasse.
O cenário simulado era clássico: um cliente com uma identidade visual definida, mas que precisava de um site que traduzisse essa marca em navegabilidade. O objetivo era organizar esses elementos e aplicá-los de modo a transmitir a seriedade de um ambiente clínico, sem perder a fluidez necessária para um usuário que, muitas vezes, busca informação com pressa ou ansiedade.

O escopo foi definido em uma estrutura enxuta e direta, composta por um website institucional de 3 páginas:
Para materializar essa visão, o escopo do exercício focou na construção de uma presença digital sólida:
O foco aqui foi a espacialidade da informação.
A premissa conceitual foi organização e respiro.
Trabalhei a manipulação das cores da marca de forma a criar hierarquia visual. O uso de “espaços em branco” serve para “baixar a frequência” do usuário, permitindo que ele respire e encontre o que precisa sem ruído visual.
A ideia é de um fluxo contínuo e lógico: o site não empurra informações, ele guia. A diferença entre entrar num depósito bagunçado e entrar numa recepção bem sinalizada. A interface foi desenhada para ser esse balcão de atendimento eficiente e calmo, mas sem perder a humanidade no tratamento.

O desenvolvimento começou pelo diagnóstico de UX (Experiência do Usuário). Analisei sites de grandes hospitais veterinários e notei um padrão: a informação técnica por vezes acaba soterrando a empatia. O trabalho começou no Wireframing e na arquitetura da informação. Uma vez esboçado, prototipamos no Elementor Pro.
Considerando a necessidade do cliente de “ajustar a linguagem”, o primeiro passo foi organizar o caos. Mapeei todo o conteúdo necessário e o distribuí em três páginas para evitar a “rolagem infinita” e a fadiga cognitiva.
A Estrutura das Páginas:
No desenvolvimento (Croqui > Figma > Elementor), a manipulação das cores da marca foi dosada para destacar CTAs (chamadas para ação) e segmentar blocos de conteúdo, garantindo que o usuário saiba intuitivamente onde clicar.
No meio do processo, eis que me deparei com uma questão: “Se meu gato estivesse passando mal às 3 da manhã, quanto tempo levaria para achar o botão de contato?”
Então revisei o wireframe focando na jornada do tutor preocupado/desesperado. E a solução que encontrei foi criar um botão de ação (CTA) flutuante, sempre à mão. E nada de direcionar para Whatsapp, com o risco de ser atendido por um bot: direcionamento direto para discar o número e falar. Em uma situação de desespero, falar costuma ser mais fácil do que ficar preenchendo formulários no Whatsapp.
No Elementor Pro, a construção foi modular. Cada seção (Hero, Serviços, Corpo Clínico, Depoimentos) foi pensada como um bloco independente, mas que conversa harmonicamente com o todo. Usei contêineres flexíveis para garantir que a experiência no mobile (onde ocorre a maioria das buscas de emergência) fosse tão fluida quanto no desktop.
Para as imagens, utilizei direção de arte com IA para criar mockups que inserissem o site em contextos reais — salas de estar, cozinhas, momentos de lazer — reforçando a ideia de que a clínica faz parte da vida doméstica do cliente.
Um destaque técnico foi o uso de motion design sutil: microinterações nos botões e transições suaves de entrada dos elementos, passando a sensação de cuidado e “acabamento premium” que se espera de uma clínica de alto padrão.
Diferente daquela poluição visual comum no nicho que mencionamos antes, o site guia o olhar do usuário com hierarquia e elegância.
A segmentação em três páginas permitiu que cada uma tivesse um objetivo claro, melhorando a performance e a experiência do usuário.
A Home convida e informa. Já a Sobre constrói confiança mostrando a expertise da equipe. Por fim, a Como Chegar converte a intenção em visita física.
Consegui transformar a “matéria-prima” (marca do cliente) em uma “construção” (site) sólida. O usuário pode navegar sem atrito, encontrando o equilíbrio entre a seriedade médica e a facilidade de uso digital.
Este projeto reforçou que o papel do Web Designer vai além de criar “telas bonitas”. Nosso trabalho é organizar o mundo.
Ao estruturar as informações de forma lógica e fluida, não estamos apenas fazendo um site, mas também respeitando o tempo e o momento emocional do cliente. A manipulação cuidadosa das cores e dos espaços de respiro provou ser fundamental para transformar uma lista de serviços em uma experiência de navegação agradável.
Aprendi que, em projetos onde a marca já existe, a sabedoria está na dosagem: saber como aplicar aquela identidade para que ela sirva à função, criando um ambiente digital que é, ao mesmo tempo, uma clínica séria e um espaço acolhedor.

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