
O mercado de infoprodutos exige rapidez e conexão emocional imediata. O desafio neste projeto foi desenvolver uma Landing Page (LP) para um produto fictício — um curso de amigurumi — onde a marca já existia, mas precisava de uma “casa” digital focada em vendas.
O escopo solicitava um vídeo logo no topo da página. Então além de desenhar a interface, atuaríamos como Roteirista e Editor, criando um ativo audiovisual que explicasse o produto, retivesse a atenção e convertesse visitantes em alunas.
O cenário era claro: um produto digital (curso de amigurumi) voltado para um público que busca renda extra e terapia ocupacional. A marca já tinha o tom de voz “fofo”, mas precisava de uma estrutura que conduzisse o visitante a tomar uma decisão de compra imediata.
O escopo tinha como premissa a “imersão” e um convite ao curso. A página deveria ser desenhada como um funil único, sem distrações (sem menu de navegação, sem links externos), focada em guiar a usuária do topo (interesse) até o rodapé (ação).

O objetivo foi desenvolver uma Landing Page de alta performance voltada para a venda de infoprodutos, com foco em responsividade (prioritariamente mobile) e navegação fluida. A entrega incluiu a estruturação dos blocos de conteúdo com base na lógica de conversão do marketing digital e na jornada do consumidor, além da implementação de gatilhos visuais ligados ao neuromarketing, como urgência e escassez. Também foi realizada a direção de arte completa, adaptando a identidade visual da marca para o ambiente web, garantindo consistência estética, clareza e funcionalidade em toda a página.
A premissa foi a tectônica do Aconchego.
Por se tratar de uma página de venda, também havia o foco na conversão, como diz o pessoal do marketing, cujo objetivo é transformar um visitante interessado em potencial cliente. Assim, adotamos também a persuasão e ritmo.
Tanto na página quanto no vídeo, o objetivo foi baixar a ansiedade da usuária. A arquitetura da informação foi desenhada para acolher, não para vender desesperadamente. O ritmo da edição e a escolha da trilha sonora (suave e cadenciada) servem para transportar a visitante de uma rotina estressante para um “momento de terapia” através do artesanato.
Utilizamos a identidade visual da marca para criar um ambiente seguro, mas apliquei a lógica de vendas do marketing digital. O conceito visual, para além da beleza, se mostra funcional. As cores vibrantes da marca foram usadas para destacar os CTAs (Call to Actions) e guiar o olho da usuária através da narrativa de vendas: Dor > Solução > Benefício > Prova > Oferta.

Antes de abrir qualquer software, foi feita uma imersão na lógica do negócio. Pesquisei o nicho de amigurumi para entender as dores reais do público (mulheres buscando renda extra e relaxamento), para além do que havia sido dado no escopo.
Com base nisso, escrevi tanto o wireframe da página, quanto o roteiro do vídeo seguindo um funil de marketing clássico: Hook (Gatilho de atenção) > Dor do cliente > Solução (o método) > Tomada de decisão (CTA).
A estrutura foi desenhada no Figma e implementada no Elementor Pro, seguindo blocos lógicos de convencimento:
Nota do Arquiteto: Tecnicamente, sabemos que o preço do produto digital é fixo e essa margem de desconto é planejada. Porém, a ferramenta visual do cronômetro e a barra de progresso ativam o gatilho da escassez e urgência. O cérebro humano tende a adiar decisões complexas; o timer serve como um “empurrãozinho” visual para que a decisão seja tomada no calor da emoção. É o design servindo à estratégia de vendas.
No Elementor Pro, a responsividade foi a prioridade absoluta. Sabendo que o público-alvo (donas de casa, artesãs) acessa majoritariamente via celular, os botões foram dimensionados para o toque (zona do polegar) e os textos diagramados para leitura fluida em telas verticais, evitando a fadiga visual.
Como a tutora é fictícia, utilizamos inteligência artificial para dar vida à marca:
Na sequência, fomos para o Premiere para iniciarmos a edição propriamente dita.
A edição seguiu uma metodologia construtiva em camadas, similar a uma obra arquitetônica:
Um vídeo bonito não adianta se não carrega. Após o render no Premiere, utilizei o HandBrake para converter o arquivo mp4 gerado para webm, mantendo a qualidade visual mas reduzindo drasticamente o peso para garantir o carregamento instantâneo no servidor. Um vídeo mais leve, mais acessível e que permite um carregamento da página mais rápido, beneficia o usuário com internet limitada e também garante que a voz da marca vai ser entregue.
Uma página que respeita a identidade da marca, mas que opera com a agressividade necessária para o nicho de infoprodutos.
Consegui transformar os elementos gráficos existentes em ferramentas de conversão. A página deixa de ser uma vitrine passiva e se transforma em um vendedor ativo 24h por dia, com o reforço do vídeo. A hierarquia visual conduz a leitura de forma que a oferta final (o preço com desconto) pareça uma oportunidade imperdível, e não um custo.
Este projeto foi um exercício interessante de mergulho nas engrenagens do Marketing Digital.
Ao projetar uma página focada em conversão, ficou claro como o design pode dialogar com a psicologia do consumo. A estética e a estratégia aqui concorrem para o mesmo fim: o consumo. Um layout bonito sem estratégia não vende. Assim como uma estratégia agressiva sem um design confiável afasta.
Sobre os mecanismos de urgência, como os cronômetros e as “ofertas relâmpago” utilizados, tenho lá minhas críticas pessoais a essas táticas de pressão artificial do mercado. Porém, como profissional, entendo a eficácia de tais técnicas de neuromarketing para se vencer a inércia do usuário.
Sobre a edição de vídeo, o propósito vai além da organização de pixels ou editar timelines. Dominar a tecnologia (do prompt de IA à compressão de vídeo) para servir a um propósito ou mensagem acabou sendo mais relevante. O vídeo engaja emocionalmente e a página estrutura racionalmente a venda. Entender de neuromarketing, edição e otimização é o que permite entregar não apenas um “site bonito”, mas uma ferramenta de negócio funcional e performática.
Meu papel como web arquiteto é dominar essas ferramentas para oferecer o que o projeto pede. Se a estratégia do cliente exige aceleração de decisão, sei como construir a estrutura visual para isso funcionar. No fim das contas, a página cumpre seu papel: apresentar o produto com clareza, criar o ambiente emocional correto e, se o usuário quiser, facilitar o caminho até o “sim”.

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