Quando comecei o trabalho, fiz uma imersão profunda no cenário deles. Analisei concorrentes locais e percebi um padrão: perfis genéricos, sem identidade, que não passavam a segurança técnica necessária. A IGNEA tinha a competência de gerenciamento de obras, mas a “fachada” digital não comunicava isso.
A identidade visual começou com o refinamento do símbolo. Mantive a estrutura quadrangular — que representa os quatro sócios e a lógica modular da construção —, mas ajustei os pesos e as proporções. É uma forma que sugere estabilidade, planta baixa, fundação. Não é um rabisco artístico abstrato; é um selo de qualidade técnica.
Depois veio a estratégia de autonomia. Entendi que um escritório de arquitetura com obra rolando não tem tempo de aprender softwares complexos. Por isso, criei a identidade no Figma para garantir a precisão do design, mas transportei e configurei todos os templates de social media no Canva. Criei um sistema visual onde eles apenas trocam a foto e o texto, e o post continua elegante. Isso é Service Design: pensar na rotina de quem vai usar a marca.
O wireframe do site foi desenhado pensando na conversão imediata. Passei horas definindo a hierarquia das informações: o que um cliente de alto padrão quer ver primeiro? Projetos? Segurança técnica? A resposta guiou a ordem das seções.
Quando entrei no desenvolvimento, usei Elementor Pro sobre uma infraestrutura otimizada. A ideia era criar algo visualmente rico, mas extremamente leve. Trabalhei com lazy loading e conversão de imagens para .webp e servidor com LiteSpeed. O site carrega instantaneamente, respeitando o usuário que está no 4G visitando o terreno da futura casa.
O desafio técnico mais interessante foi a burocracia do domínio. Orientei e acompanhei o registro do .arq.br. Pode parecer um detalhe, mas no nosso nicho, isso é um “crachá” de autoridade. Diferencia o profissional regulamentado pelo CAU do amador. Foi uma etapa burocrática, mas essencial para o posicionamento.
E teve um diferencial técnico que foi o “pulo do gato”: o uso de Inteligência Artificial para curadoria tipográfica. Como tínhamos restrição orçamentária para licenciamento de fontes exclusivas, usei IA para analisar métricas de fontes gratuitas que tivessem a mesma “altura-x” e legibilidade de fontes premium pagas. Conseguimos uma estética de marca de luxo com custo zero em licenciamento.