O projeto começou com uma brincadeira que se tornou conceito: InGRID. O nome nasceu da fusão criativa entre “Ingrid” (nome da fundadora) e “grid” (malha estrutural da arquitetura e do design digital). Essa sacada inicial já sinalizava o caminho que o projeto tomaria: disruptivo, tecnológico e conceitualmente provocador.
A imersão foi profunda. Mergulhei no universo do escritório para entender não apenas o que eles faziam, mas o que queriam transparecer com essa manifestação digital. Apesar de já atuarem no ramo, havia uma lacuna: estabelecer a ponte entre o trabalho que produzem e os clientes que desejam alcançar — inclusive abrindo espaço para um público mais mainstream, sem perder a essência experimental.
A estratégia de execução foi clara: primeiro, construir a identidade visual completa. Desenvolvemos todo o manual de marca, definindo logotipo, paleta cromática, tipografia, elementos gráficos e diretrizes de aplicação. Só depois dessa fundação sólida partimos para o desenvolvimento do website — garantindo que a interface digital fosse uma extensão coerente e impactante da identidade criada.
Do ponto de vista técnico, utilizei Elementor Pro + WordPress como base de desenvolvimento, combinado com plugins de otimização para garantir performance mesmo com uma estética carregada de efeitos. Escrevi códigos JavaScript customizados para criar animações e interações específicas que fugiam das limitações dos widgets nativos. Em alguns momentos, foi necessário entrar em PHP para ajustes mais profundos na estrutura do tema.
Para agilizar o processo criativo, recorri a algumas ferramentas de IA para gerar ícones rapidamente (já sabíamos o que queríamos, a IA apenas materializou com eficiência), e também para auxiliar na construção da copy, ajudando a interpretar e traduzir em palavras a visão do escritório. As imagens dos projetos, ainda que fictícios, passaram por uma curadoria criteriosa: geramos várias opções com inteligência artificial e selecionamos apenas as que realmente dialogavam com a proposta disruptiva do InGRID.
Os desafios foram tanto técnicos quanto conceituais. Tecnicamente, precisei descobrir quais códigos construir para efeitos específicos, entender os limites do WordPress e do Elementor, e encontrar soluções criativas dentro dessas restrições. Conceitualmente, o maior desafio foi materializar visualmente a sensação de um escritório de arquitetura que foge do comum. Enquanto o mercado segue a cartilha do bege, do branco, do “comportadinho corporativo”, aqui precisávamos criar algo ousado, tecnológico, quase rebelde — uma estética que dialogasse com o universo nerd da programação, com a cultura hacker, com a disrupção digital, mas que ainda vendesse arquitetura de alto nível.
O resultado foi um site que não apenas apresenta um escritório de arquitetura, mas que performa a identidade disruptiva que o InGRID representa.